Sobre a Oficina
O jornal do dia a dia nas cidades — contado de um jeito que dá para entender no ponto de ônibus.
A Oficina surgiu em 2025, quando três repórteres que cobriam São Paulo e Belo Horizonte perceberam a mesma lacuna: faltava um veículo que tratasse política municipal, transporte e moradia com a naturalidade de conversa de vizinho, mas sem abrir mão de checagem e contexto. Não queríamos mais um portal genérico nem um blog de opinião sem fonte. Queríamos um jornal de bairro com alcance de cidade.
O nome vem da ideia de oficina — lugar onde se conserta, se monta, se ajusta. Cidade também é oficina: está sempre em obra, sempre atrasada, sempre sendo disputada. Nosso trabalho é olhar para essas disputas com atenção ao que muda na rotina de quem mora, trabalha e se desloca todos os dias.
Cobrimos principalmente São Paulo e Belo Horizonte, duas metrópoles que concentram desafios parecidos com roupagens diferentes. IPTU, metrô, feira livre, ônibus lotado, aluguel que sobe — são pautas que parecem técnicas até você receber o boleto ou perder a conexão no horário de pico. Aí deixam de ser abstratas.
Nossa linha editorial é explícita: defendemos jornalismo local como serviço público, transparência das prefeituras e direito à cidade. Não temos vínculo partidário. Não aceitamos pauta paga disfarçada de reportagem. Quando erramos — e acontece — corrigimos com a mesma visibilidade da publicação original. Não usamos rastreadores de publicidade nem vendemos dados de leitura.
Se você chegou até aqui, provavelmente quer entender o que acontece na sua rua antes de formar opinião no grupo da família. É para isso que a Oficina existe. Leia com calma, mande pauta, discorde com informação.
Publicamos com frequência semanal. Não competimos com breaking news de portal nacional — preferimos chegar depois, com contexto, do que chegar primeiro com manchete vazia. Nosso leitor mora na cidade, paga imposto, pega ônibus e compra na feira. Faz sentido que o jornal fale a língua dessa rotina.